SUBSTITUIÇÃO DA FIBRA DE VIDRO POR FIBRA DE BANANEIRA EM COMPÓSITOS.

Gessymar Nazaré Silva Souza, Priscila Pereira Selos, Thays Rychelle Carvalho de Moura, Wanderson Oliveira Costa, Fabiane Assis Carvalho

Resumo


A grande quantidade de despojos plásticos existentes no Brasil é um problema, portanto procura-se utilizar fibras lignocelulósicas para o reforço de plásticos por serem biodecomposto mais facilmente se comparado às fibras sintéticas. A substituição de fibras sintéticas por fibras vegetais é uma condição importante, por esta fibra ser de uma fonte renovável, biodegradável, economicamente acessível e acarretar menor impacto ambiental. O objetivo deste estudo é a produção de um compósito empregando material rejeitado da lavoura da bananeira (pseudocaule), o qual é fibrilado juntamente com resina sintética em substituição à fibra de vidro, a ser utilizado em elementos estruturais que não necessitam de grandes esforços mecânicos, tais como tanques, calhas, tubulações de esgoto, etc. Para tanto foi utilizado neste trabalho às fibras extraídas do pseudocaule da bananeira. A extração foi realizada manualmente. A fibra da bananeira foi preparada á partir de uma mistura com resina a base de poliéster insaturado de baixa viscosidade, tixotrópica e pré-acelerada. Quando catalisada com peróxido de metil cetona produz um polímero termofixo. A análise da propriedade térmica da fibra e a análise de densidade do produto foram avaliadas. De acordo com todas as análises e leituras feitas, pode-se perceber que a utilização da fibra de bananeira em compósitos é uma ótima opção de substituição da fibra de vidro, necessitando apenas de um aperfeiçoamento no processo de obtenção das fibras (mecanização do procedimento) e um maior cuidado na fabricação do compósito.

Palavras-chave


Poliéster; Fibra de vidro; Fibra natural; Compósitos poliméricos; Fibra de bananeira; Fibras lignocelulósicas; Polyester fiberglass; Natural fiber; Polymeric composites; Fiber of banana-tree; Lignocellulosic fibers

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